O relógio e o tempo... O livro bíblico do Eclesiastes cita: "Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu" (3:1).
Como a história contará esse tempo? Que tempo é o nosso?
Qual será a minha contribuição nesse tempo? E a sua, qual será? Escolha de que lado do tempo você quer ficar. Descubra de que lado do tempo você está. Se quiser mudar de lugar, ainda há um pouco de tempo.
Não espere ajudas. Não espere sinais políticos. Não se oriente pelas bússolas que a tradição lhe ensinou, pois os formadores de opinião estão em extinção.
Crie, cultive e exerça sua própria opinião. Nesse tempo de agora, é pura intuição. Porque até o relógio pode não ajudar. Ele mesmo, o relógio, tem suas próprias preocupações. Pois já não marca o tempo como antes.
Numa Caruaru que cresce em média 35 mil habitantes a cada dez anos, uma reflexão: não será melhor utilizar o tempo pra fazer dela uma cidade melhor, humanizada, sustentável, participativa, com traços efetivos de sustentabilidade, mais inclusiva, menos desigual?
E o tempo é favorável a isso? Eu acredito! Mas tudo dependerá de quanto tempo dedicarmos a essa tarefa. Pois uma coisa é certa: as duas culturas políticas cruzaram seus caminhos: "Velha cultura política, muito prazer! Meu nome é Nova Cultura política. Sou participativa, sou coletiva, sou inclusiva, venho das ruas, venho de todos os lados, mas principalmente da periferia, meu apelido é povo, pode me chamar também de sociedade civil".
Para finalizar esta pequena crônica, relembro um período de nossa história: na época da ditadura, a luta era entre quem defendia participação social e quem era contra. Em 2014, ano de Copa, os times mais uma vez estão em campo.
Com a palavra, os cidadãos e as cidadãs!
*Lino Portela é gerente de Decisões Orçamentárias da Secretaria de Participação Social, que coordena o Orçamento Participativo em Caruaru

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