Antes que achem que estou escrevendo texto para defender bandido e que bandido bom é bandido morto, pode mudar de blog.
Não! Também não estou defendendo a impunidade e dizendo que ninguém deve ser preso quando comete crime.
Vamos direto ao assunto! Peguemos aqui o cenário de um jovem que comete algum crime. Ele vai preso. Quando tem sorte, tem uma pena colocada, a cumpre e...o que acontece depois? A pena é cumprida e o que se vê é uma grande interrogação!
O sujeito levantado em questão é o jovem em medida sócio educativa. Ou seja, aquele que comete um crime e não vai pra o presídio, mas, para uma unidade de ressocialização com uma pena de até 3 anos.
Esse jovem quando sai da unidade se vê jogado novamente na cova dos leões. Normalmente, voltando para o mesmo cenário que o colocou na unidade citada anteriormente. De encontro com "colegas" e pessoas que mais destroem do que contribuem. E o que é mais preocupante, ele terá eternamente a alcunha de ex-detento.
O que acontece depois? Mais um engrossando a estatística de 70% de reincidência em crimes e que voltarão para o encarceramento até chegar um ponto que não haverá mais volta.
Mas, será que estamos fazendo certo em não tentar dar uma segunda chance para esses jovens? Entendo perfeitamente que, às vezes, um certo número não aceitará ajuda para se reinserir na sociedade, mas devemos somente fechar as portas sem tentar ou generalizar achando que todos são perdidos, como muitos costumam citar?
Essa pergunta nos faz refletir anos e anos de culturas impostas e estereótipos levantados de maneira a nos deixar acomodados em nosso mundinho. Ninguém quer a mudança, mas estamos chegando a um ponto que precisamos agir. Temos a 4ª maior população carcerária do mundo e a grande maioria é composta por jovens. Com isso, temos alguns caminhos a traçar: 1. esquecer que eles existem; 2. exterminar todos ou 3. tentar fazer algo para que, pelo menos, um possa voltar com sua vida sem discriminação.
A alternativa da inércia não parece muito útil, uma vez que a violência não para de subir e a sensação de desproteção do/a cidadão/ã aumenta dia a dia. Já se foi provado que prender mais não resolve o problema. Então, o que vamos fazer?
Geralmente, os que mais podem contribuir são os que mais brandam que "bandido bom é bandido morto". Pena que ele não deseja a morte de todos, mas isso é papo para outro post.
Quero encerrar essa discussão de momento com algumas questões:
1- Então, todos os que cometem algum tipo de infração merecem ser punidos de maneira igual? Ou seja, alguém punido por furto deve ser tratado do mesmo modo de um estuprador, traficante, estelionatário ou quem desviou recursos públicos? Quais deles são mais passíveis de ressocialização?
2- Será que, se dermos uma chance, todos trairão essa confiança e teremos que perder a fé na humanidade?
3- Se mostrarmos um caminho, as ferramentas e o que pode ser feito a um jovem que saiu de uma medida sócio educativo, teremos 100% de perda de tempo?
Repito: Não estou tratando como coitadinho, nem, tampouco, defendendo quem cometeu um crime. Eles devem pagar, sim! Mas não somos juízes para impor penas a mais do que o que foi colocado, afinal de contas, a pena de ninguém é perpétua.

Nenhum comentário:
Postar um comentário