quinta-feira, 23 de abril de 2015

Ser pai e mãe é mudar até a concepção de amor!

Desde que Maria Cecília chegou ao mundo que tenho tirado alguns tempos pra escrever textos sobre as percepções dessa nova vida. Já faz um tempo que venho matutando sobre o tema desse post e só agora maturei pra poder colocar aqui.

Passei a pensar como o amor é algo mutável ao longo do tempo. Tentei entender a razão de se amar alguém que não dá nada em troca para nós,mas amamos incondicionalmente.

Quando nós começamos a ter um pouco mais de consciência sobre os nossos atos,nós passamos a sentir algo muito forte por nossos pais, porém, sem compreender bem nem a noção, tampouco a intensidade disso. Entendemos que nossos pais cuidam da gente e demonstram de maneira afetiva física isso em nós (abraços,beijos, carinhos, etc.),mas somos tão novos que achamos isso natural.

Até o momento da adolescência em que, esse primeiro amor paterno fica em segundo plano ("meus pais não em entendem!") e passamos a demonstrar nossos sentimentos por aqueles mais próximos além da nossa casa. 

Mas onde quero chegar é um ponto: Todos/as que dizemos que amamos alguém sempre que eles/as tem algo a nos dar (um beijo, um abraço, sexo,favores,ideias,companhia). Fomos criados para retribuir as ações e, muitas vezes, denominamos como "amor". Amamos nossos/as namorados/as, esposas/maridos,amigos/as. Todos nos dão algo (não no sentido interesseiro da expressão.).

De repente, o tempo passa...as coisas mudam e as pessoas se afastam e eis que nos deparamos com a chegada de mais um ser em nossas vidas. Um ser que dependerá de nós e nos ceifará tantas coisas que fazíamos anteriormente. Um banho será um teste de velocidade incrível. Noites de sono se vão e, com isso, o que sentimos por esse ser? Amor incondicional! Algo que faz a pessoa chorar em tentar mensurar tanto sentimento.

Então, como podemos amar alguém que não tem absolutamente nada pra nos dar? Pelo contrário, modifica nossas vidas!
Eis a beleza do amor paternal e maternal. É você se colocar em segundo plano em prol de seu/sua filho/a.

Quando um/uma filho/a entra em nossas vidas, até a concepção de amor se modifica. Aquele pensamento que tínhamos,muda. Na verdade, se esvai totalmente porque, a partir de agora, um sorriso puro de agradecimento já compensa todo o esforço de sono, banhos rápidos e pratos frios. 

Amar sem esperar nada em troca a não ser mais amor! E um amor puro e verdadeiro que nos traz uma alegria que não cabe em nós.

Percebo que o amor, naquele sentido que a gente foi criado é bom,mas não se compara com esse. Pessoas machucam pessoas, querendo ou não. Pessoas passam pela nossa vida, querendo ou não. Filhos/as não! Duram uma eternidade! Eternidade pra você pensar que aquele ser é um pedaço seu na Terra. Seu legado!

Obrigado, minha filha, por me fazer aprender um novo jeito de amar!

P.s: Só fico meloso quando se fala dela. Depois volto ao jeito natural de ser.

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