Protelei um monte pra escrever esse texto, mas agora a
coragem apareceu. Comecei a pensar nisso a partir de uma nova experiência que
eu tive.
Em dezembro, realizei a minha primeira viagem de avião. Não!
Não estava tão calmo quanto estou agora digitando esse texto 1 mês depois.
Pensava que o avião ia cair, que eu era mole por isso acontecer na primeira
viagem, pensava por onde poderia fugir e mais um monte de coisas mirabolantes
que nem sei como apareceram na minha cabeça.
Até que a decolagem foi autorizada!
Foto tirada lá de cima por mim
Nessa hora veio um misto de ansiedade, medo e mais um monte
de coisa que não consigo descrever. Daí veio a melhor sensação que tive com
aquela velocidade e com o avião ganhando altura. Somou-se a tudo um fascínio
incrível pela nova visão de mundo que estava diante dos meus olhos pela
primeira vez.
E ai vem a minha intenção do texto. Posso estar sendo vago e
leigo nas minhas colocações, mas são percepções. E não estou trazendo um caso
pontual como regra geral, só fazendo um questionamento.
Ainda tento entender o porquê de alguém se preocupar em
ligar o celular ou tablet assim que é autorizado em um avião, tendo uma
imensidão de mundo na janela, visto de um ponto em que não se vê todo dia?
Admito que tem pessoas que viajam diariamente e isso é algo
muito normal. Admito que tem pessoas que tem medo de altura (nessa hora eu já
estava mais corajoso). Mas não consigo entender como trocar uma beleza como o
mundo, pela tecnologia.
De lá de cima, consegui perceber o quão pequeno somos e o
quanto o podemos nos desapegar do mundo material e com todas aquelas
complexidades sociais que vivemos todo dia.
Na sinceridade, não trocaria a oportunidade de olhar o céu e
os pontinhos que chamamos de cidades pra olhar pra um aparelho que vejo toda
hora. Apreciar essas coisas, em oportunidades que não são corriqueiras, dá uma
revigorada na gente.
Sei que estou falando como alguém que pegou 2 voos que,
somando tudo, deu cinco horas. Não como aqueles que vão todo dia e que pegam vários
voos de 10 horas seguidas e etc. Mas foi uma percepção!
Essa, eu espero, que a experiência não me tire!

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